Início Cidades ALMT: Advogado é preso em SP acusado de integrar esquema milionário

ALMT: Advogado é preso em SP acusado de integrar esquema milionário

0
Compartilhar

Apontado como mentor de uma fraude de R$ 10 milhões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o advogado Júlio César Domingues Rodrigues foi preso nesta sexta-feira (7) no estado de São Paulo após mais de um mês foragido. A prisão foi divulgada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), que investiga o esquema de fraude na operação Ventríloquo. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do investigado para comentar a prisão e as acusações contra ele.

A operação também resultou na prisão do ex-deputado estadual José Riva (PSD) e do ex-secretário-geral da ALMT, Luiz Márcio Bastos Pommot. O ex-parlamentar já se encontra em liberdade, mas o ex-secretário, que continua como servidor, segue preso no Centro de Custódia deCuiabá (CCC). A prisão e as acusações do Ministério Público (MP) não impediram Pommot de ser beneficiado, no último dia 4, com licença prêmio pelo período de nove meses.

De acordo com o Gaeco, que emitiu nota nesta sexta-feira sobre o cumprimento de mandado de prisão cumprido em São Paulo, o advogado Júlio César Domingues Rodrigues ainda deverá ser transferido para Cuiabá no mesmo dia.

Assim como Riva, Pommot e o procurador legislativo Anderson Flávio de Godoi, o advogado preso nesta sexta-feira é acusado dos crimes de peculato, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Dos quatro, apenas o procurador não teve mandado de prisão expedido pela Justiça na operação Ventríloquo.

Segundo o MP, Júlio César Domingues Rodrigues foi um dos mentores da fraude na ALMT por ter enxergado em uma dívida de mais de R$ 9 milhões da Casa com uma instituição bancária a oportunidade para desvio de dinheiro entre 2013 e 2014.

A dívida se referia a seguros contratados pela ALMT para seus servidores junto ao banco. Entretanto, após vários anos, a dívida já era objeto de disputa judicial e o banco já não tinha perspectiva de receber o valor integral.

O MP relatou que Rodrigues atuava como lobista e articulou um acordo para que a ALMT pagasse a dívida com a instituição bancária, no valor de R$ 5 milhões. O pagamento, entrentanto, seria feito no valor integral e corrigido, chegando a R$ 10 milhões, mas o excedente seria desviado para contas indicadas. Ou seja, na prática a ALMT pagaria indevidamente parte da dívida que tinha com o banco e teria desviados recursos equivalentes a 50% do valor da dívida integral.

As opiniões postadas nos comentários não representam a opinião do site. Comentários ofensivos poderão ser excluídos ou moderados.

Deixe um Comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here