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Alta Floresta: Escola suspende aulas após 30 casos de catapora e morte de criança

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Um surto de catapora fez com que as aulas em uma escola e uma creche da cidade de Alta Floresta, município a 600 km de Cuiabá, fossem suspensas por uma semana. De acordo com o Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Alta Floresta, 30 casos foram confirmados, além de uma criança de 6 anos que morreu por complicações da doença.

As crianças teriam começado a ficar doentes no início de novembro, na creche e na escola que ficam no Bairro Jardim Universitário. No entanto, os casos aumentaram nas últimas duas semanas, fazendo com que a vigilância de saúde sugerisse a suspensão das aulas nas duas unidades. A restrição vale até esta semana e as aulas devem ser retomadas nesta quinta-feira (3).

Segundo a coordenadora e enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Fernanda Santos, outros casos levantados pelas agentes de saúde ainda não passaram pela unidade, mas estão sendo levantados pelos profissionais da área.

“Registramos 30 casos. Isso já se caracteriza como surto. Mas existem outros casos que não fomos notificados e o número pode ser maior. Apesar disso, foi um caso atípico de um grupo de crianças que teve a doença na escola. É comum casos de catapora no mês de agosto, mas temos outros casos isolados em Alta Floresta”, declarou a coordenadora.

A morte registrada pela vigilância foi de um menino de seis anos, que morreu no último dia 23 de novembro após complicações da doença. Ele teria adoecido no feriado do dia 20, Dia da Consciência Negra, e chegou ao hospital em um quadro debilitado. O garoto era aluno da escola onde o surto foi confirmado.

Na creche apenas uma criança teria apresentado os sintomas. “A medida de suspender as aulas foi justamente para tentar enfraquecer o ciclo evolutivo de contaminação da doença. Mas isso não quer dizer que possa impedir que outras crianças venham a adoecer. Vamos fazer a triagem e vacinação dos profissionais e crianças da escola e da creche”, disse Fernanda.

A diretora da escola estadual Jardim Universitário, Leonara Lurdes, disse que entre 60 a 80 alunos se afastaram da escola supostamente por conta da doença. A unidade tem mais de 600 estudantes entre 6 a 17 anos.

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