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Alta Floresta: IBGE negligencia número populacional do município

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE- expõe a dúvida sua credibilidade ao manter, não se sabe se propositadamente ou por negligência, a população de Alta Floresta praticamente inalterada nos últimos 4 anos. Contrariando dados oficiais incontestáveis, como número de crianças matriculadas nas escolas públicas municipais- sem considerar o número de automóveis com emplacamento local, surgimentos de mais de 10 novos loteamentos nos últimos 5 anos e a população que veio para Alta Floresta em função da construção das usinas hidrelétricas- o IBGE atribuiu ao município na estimativa de 2015, 49.991 mil habitantes.

De 2011 a 2015, a população de Alta Floresta, conforme o IBGE, cresceu apenas 660 pessoas. Em 2011, sua Estimativa concedeu ao município 49.331 mil moradores. Na Estimativa de 2013 o número de habitantes foi de 49.761, em 2014 chegou a 49.877. E, em 2015, as expectativas se frustraram novamente: o IBGE anunciou a sua anfibológica Estimativa, na qual Alta Floresta figura com 49.991 mil habitantes, faltando apenas nove pessoas para se alcançar 50 mil. Entretanto, de 2011 até no 2º semestre de 2015, nasceram em Alta Floresta 4.287 crianças. Estas informações são oficiais, do Cartório Dalla Riva, de 2º Ofício, responsável em fazer o registro das crianças que nascem em Alta Floresta.

De acordo com o tabelião Cézar Mário Dalla Riva, esses dados são informados trimestralmente ao IBGE, seguindo normas da legislação em vigor. Segundo ele, se o cartório não informar a quantidade de registros de nascimentos lavrados a cada trimestre, estará sujeito a penalidades, como pagamento de multas. Enquanto bastariam apenas 9 pessoas para Alta Floresta chegar a 50 mil habitantes, a média de nascimento de crianças no município é de cerca de 900 por ano. Os prejuízos que Alta Floresta vem sofrendo com o inconteste erro no número de moradores, são imensuráveis. Os municípios com população acima de 50 mil habitantes recebem tratamento diferenciado por parte do governo federal no repasse de recursos, principalmente para as áreas de Educação e Saúde. A diferença no número de moradores afeta diretamente o repasse do fundo de participação dos municípios.

Como as informações do IBGE são oficialmente usadas pelo governo, Alta Floresta não recebe os recursos aos quais teria direito. Com isto, a administração pública local tem que atender a mais crianças nas escolas e manter as Unidades Básicas de Saúde com menos recursos. Por outro lado, esta situação acaba também afugentando investimentos no município, resultando em prejuízos e retenção do crescimento econômico. Os grupos empresariais usam como critério básico para se instalar numa cidade, o número de moradores. E as cidades com menos de 50 mil habitantes são vistas com reservas e acabam sendo relegadas pelos empreendedores.

A sociedade organizada e as autoridades devem se posicionar contra esta fraude imposta ao município e não aceitar que o IBGE, simplesmente imponha um número que não é correto. Não há a menor possibilidade de Alta Floresta ter menos de 50 mil moradores. Este erro está escrachado! Há alguns anos o IBGE deixou de ostentar o título de instituto confiável. Hoje, é usado para maquiar dados que sejam favoráveis ao governo. Alta Floresta não é o único município em que há negligência na contagem da população. Muitos municípios são prejudicados e nem tem conhecimento que o registro do número de seus habitantes está incorreto.

Em algumas situações, o IBGE foi até obrigado a fazer a recontagem dos moradores. Por isso, as autoridades de Alta Floresta e a própria população devem lutar para ter seus direitos reconhecidos. Deve-se repudiar o IBGE… Protestar… Fazer uma grande manifestação exigindo que a sua população seja recenseada.

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