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Alta Floresta: Tigresa se diz vítima de perseguição e lança site sem extensão brasileira para driblar punições

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om medo de que seu site fosse banido da internet, Ester Caroline Perralto, a Tigresa, cancelou o endereço original e irá inaugurar um novo, a fim de driblar uma possível intervenção da Justiça. Menor de idade, a jovem de 17 anos é emancipada, mas desconfiou de que as autoridades pudessem “derrubar” o domínio nacional (.com.br) por suspeitas de que ela esteja sendo induzida pelo marido, de 39 anos, a produzir o conteúdo. Por esse motivo, ela também tem produzido menos vídeos nos quais aparece nua e protestando por causas sociais. Agora, para dificultar que o novo registro seja encontrado e impedido de funcionar, apenas o final “.com” será usado.

A diferença entre as extensões está no orgão que faz a regulamentação, regras e preço dos no Brasil e no exterior. De acordo com Ester, nem ela ou o marido, que vivem em Alta Floresta (774 km de Cuiabá), foram chamados até a delegacia. Entretanto, seu advogado, sabendo da hipótese de que ambos poderiam procurados, achou melhor evitar o problema e providenciar a troca de endereços na rede. O novo site ficará pronto em janeiro.

A delega da Polícia Civil, Ana Paula Revélis explicou que, embora Ester divulgue ter os mesmos direitos civis de um adulto, ela ainda poderá prestar esclarecimentos, assim como seu marido E.C.P. Assim, a jovem pode ser indiciada por ato infracional equiparado ao crime de ato obsceno, enquanto o homem, por infringir os artigos 240 e 241-A, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O primeiro é referente à produção, reprodução, direção, fotografia, filmagem ou registro, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente. O segundo trata de vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito. A penalidade é de até quatro anos nos dois casos.

Alegando perseguição política, a garota conta que, recentemente policiais chegaram a ir até sua casa para intimá-la, mas como estava em viagem, não recebeu o documento. Segundo ela, a repercussão de seus protestos já tem trago efeitos positivos e por isso devem incomodar algumas pessoas. Como exemplo desta situação, ela aponta as melhorias em uma das rodovias na qual denunciou falhas. Na gravação, ela está nua e se masturba no local, enquanto cobra providências do Poder Público.

“Os buracos na estrada demoravam mais de dois meses pra arrumados, só fizeram porcaria. Eles só foram reparados em uma semana depois que divulguei o vídeo. Pra mim, esses boatos de que estou sendo manipulada é perseguição política. Acho isso muito estranho, só esperaram eu viajar pra trazer a intimação aqui. Quem estava na casa era a mãe dos filhos do meu marido, que, por já ter participado de um vídeo comigo, foi intimidada na frente das crianças. Isso não está certo. Eu sei muito bem o que estou fazendo.”

O Caso

Tigresa vem causando polêmica desde outubro, quando seus vídeos caíram nas graças de milhares de internautas. Com mais de 14 mil seguidores, na maioria homens, em sua página no Facebook, a garota vive com o marido E.C.P, em Alta Floresta. Provocante, ela já posou nua e semi-nua em vários pontos da cidade, como agência bancária, praças, postos de combustíveis e até em frente ao portal de entrada da cidade.

Suas imagens já circulam em diversos sites eróticos da internet e também em aplicativos, como o WhatsApp. Em seu perfil no Facebook, ela divulga parte do material e pede para que os admiradores a adicionem em seus grupos estimulando a reprodução do conteúdo. Nos comentários, o assédio só é atenuado pelas duras críticas que a moça recebe por suas atitudes com relação ao próprio corpo.

Em uma das filmagens, Tigresa explica o motivo de sua iniciativa: “O pessoal me pergunta porque eu faço vídeo pelada. Eu faço porque dá ibope, se não tiver pelada, o povo não curte, não dá Ibope. Tem que fazer vídeo pelada, não pode ter medo de nada”, disse.

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