CPI da Sonegação adia depoimento de Eraí Maggi para analisar novas denúncias

CPI da Sonegação adia depoimento de Eraí Maggi para analisar novas denúncias

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal recebeu novas denúncias na terça-feira (12) e, por isso, foram adiados os depoimentos marcados para esta semana. As denúncias foram feitas pelo deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB), que é membro da CPI. Entre os depoimentos adiados, está o do empresário do agronegócio Eraí Maggi (PP). As novas datas dos depoimentos serão definidas depois do recesso, no início de agosto.

“Recebi denúncias de uma série de fraudes no regime especial e nas cooperativas, que dizem respeito ao setor como um todo. Encaminhei as denúncias à CPI e sugeri suspender as oitivas para que os fatos novos fossem analisados. São denúncias contra todo o setor, que podem eventualmente chegar à Cooamat, mas não necessariamente ao Eraí Maggi”, disse Pinheiro ao Olhar Direto, se esquivando de detalhar as denúncias feitas e os alvos.

O parlamentar disse que prefere não apontar nomes antes que a CPI investigue os fatos, pois poderia cometer injustiças contra os denunciados, se não forem culpados, além de criar uma sensação de impunidade, se as denúncias não tiverem procedência e não derem resultados concretos.

“Os documentos entregues configuram uma grave denúncia que envolve pessoas físicas e empresas investigadas pela comissão e os documentos precisam ser devidamente estudados para que seja possível definir os rumos das oitivas e das investigações”, disse simplesmente.

Na terça-feira (12), seriam ouvidos Roberto Bortoncello e Donato Cechinel, diretores da Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat). Na quarta (13) seriam ouvidos o ex-cooperado da Cooamat, Saul Lourenço, e, também, o diretor José Vengrus. Além deles, também estava previsto o depoimento do empresário Eraí Maggi, que prestaria informações na quinta-feira (14).

“Acabaram de chegar novas denúncias trazidas pelo deputado Emanuel Pinheiro (PMDB) e nós vamos analisá-las. E como elas referem-se ao regime especial e também à comercialização de grãos, nós decidimos adiar as oitivas previstas até que possamos estudar todos os documentos apresentados e confirmar as informações”, informou o presidente.

As denúncias remontam à polêmica da participação de Pinheiro na CPI da Sonegação, já que ele chegou a entrar na Justiça para assegurar sua vaga, após enfrentar resistência do presidente da comissão, Zé do Pátio (SD). A polêmica teve origem pelo fato de Pinheiro ter sido o relator da CPI da Coomat em 2014, e ter feito o relatório que absolveu a cooperativa ligada a Eraí Maggi.

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