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Jornalistas presos em Cuiabá por suspeita de extorsão são soltos

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participaram de audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (1º) no Fórum da capital e, por serem considerados réus primários, deverão responder pelo crime em liberdade. Mas, terão que ficar à disposição da Justiça como forma de medida cautelar, informou a assessoria da Corregedoria do Tribunal de Justiça (TJMT).

O advogado de Ribeiro, Zelito Ribeiro, disse que o cliente dele é inocente e que o  flagrante foi forjado pelo advogado de Joaquim, José Antônio Rosa, e pelo delegado Marcel de Oliveira Gomes. O advogado de Lannes não foi encontrado.

Os jornalistas foram autuados por extorsão – cuja pena é de 4 a 10 anos de prisão. Conforme a Polícia Civil, os suspeitos exigiram dinheiro de Antônio Joaquim para não publicarem mais matérias negativas contra o conselheiro nos dois jornais impressos dos quais são os responsáveis.

Os dois foram presos em flagrante após terem recebido dois cheques de R$ 10 mil no escritório do advogado José Antônio Rosa, na capital, e queriam mais R$ 30 mil, segundo a Polícia Civil. Um deles estava com o envelope contendo os dois cheques, disse o delegado Marcel Gomes.

Ainda de acordo com a polícia, os jornalistas queriam também contrato de R$ 5 mil por mês para publicidade nos veículos de comunicação a partir do próximo ano, quando Antônio Joaquim deverá assumir a presidência do TCE-MT.

Áudios e um vídeo do que mostra imagem da suposta extorsão estão em poder da Polícia Civil para análise. Em um desses áudios, gravado de uma conversa com José Antônio Rosa, os jornalistas dizem que foram contratados pelo médico Alonso Alves Filho para divulgação das reportagens.

Alonso, processado na Justiça por Antônio Joaquim para ter direito à passagem pelas terras do médico, em Nossa Senhora do Livramento, a 42 km da capital, negou que tenha contratado os jornalistas e disse que também foi procurado por eles. “Eles foram no hospital e falaram que precisavam de dinheiro para continuar essas matérias. Aí eu falei que não”, disse.

A audiência de custódia dos suspeitos foi realizada na tarde desta quinta-feira. Conforme a assessoria da Corregedoria de Justiça, o juiz Marcos Faleiros homologou o flagrante, porque entendeu que há indícios de autoria e materialidade dos crimes. O inquérito do caso ainda não foi concluído.

Outro lado
O advogado Zelito Oliveira Ribeiro, irmão de Pedro Ribeiro, negou o crime de extorsão. “Não houve crime de extorsão porque a vítima deveria estar presente, o que não foi o caso, já que o conselheiro não estava no local”, afirmou. Ele disse que o caso foi forjado por Antônio Rosa e pelo delegado Marcel Gomes. “Vou enviar um ofício à Secretaria de Estado Segurança Pública sobre a conduta do delegado nesse caso”, disse Zelito.

Questionado sobre o motivo da ida dos jornalistas ao escritório, inicialmente Zelito disse que os dois queriam discutir dinheiro para contratos com o TCE. Porém, quando perguntado sobre o porquê o assunto não ter sido tratado com o próprio Tribunal, e sim com o advogado de Antônio Joaquim, ele disse que na verdade os jornalistas foram chamados por Rosa para conversar sobre o fato do conselheiro ter declarado que não iria mais dar entrevistas aos dois em função das matérias veiculadas contra ele.

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