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“Meus filhos estão correndo risco de sequestro por causa da divulgação de fortuna inexistente”, diz Eder Moraes

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A insistência das autoridades em divulgarem sua fortuna calculada em valor superior a R$ 100 milhões, à qual jura não existir, estaria colocando em risco os filhos e a esposa do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes Dias. “Eu exijo que apontem de onde tiraram esse cálculo esdrúxulo. Como saíram  com isso? Porque não é verdade! É algo extremamente grave, surreal e inventado nas declarações à imprensa, acabam me prejudicando”, criticou ele, para a reportagem.

Eder Moraes não possui mais sequer celular. Quando é imprescindível, utiliza o aparelho celular de sua filha mais velha, a médica e ex-cantora Monize Costa. “Não tenho celular. Quando tinha, recebi ligações de pessoas dizendo que iriam seqüestrar meus filhos e que eu iria ter de começar a gastar o dinheiro de esquema. Gente… Não tem dinheiro de lugar nenhum… Vivo do meu trabalho”, jurou ele, que, nos tempos em que foi secretário de Estado de Fazenda, andava com seis seguranças.

Eder de Moraes disse que a esposa Laura e os três filhos vivem alarmados, temendo ser vítima de seqüestro o outro crime, porque todos imaginam que são milionários. “De onde tiraram essa cifra…? Como chegaram a esse valor de R$ 100 milhões? Exijo que provem, porque estão prejudicando a minha vida e, que é imperdoável, a vida dos meus filhos”, criticou Moraes.

Como prova de que não tem tanto dinheiro sobrando, ele lembrou que é obrigado a percorrer agências bancárias em Cuiabá, como todo cidadão comum, renegociar suas dívidas com instituições financeiras. “Falaram um montão de coisas e não provaram nada. Disseram que fui pivô do desvio de supostos R$ 500 milhões… De onde…? Como…? Me crucificam,  mas não apresentam provas e, cada vez mias, prejudicam a minha vida”, emendou Moraes.

O ex-titular da Sefez lembrou que trabalha desde os nove anos de idade e que vai continuar na labuta. “Comecei vendendo picolé, engraxate, depois fui lavador de carros… nunca tive vergonha de trabalhar… então, vou continuar trabalhando”, emendou Moraes Dias. Por anos a fio, ele foi homem de confiança dos ex-governadores Blairo Maggi (PR), atual senador da República, e Silval Barbosa  (PMDB).

Eder está fazendo uso de tornozeleira eletrônica e as outras medidas restritivas, mas convive normalmente e jura que não sai da linha. Ele avisou que vai recorrer.

Como réu

Éder Moraes é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal de atuar como um dos operadores de um esquema complexo de transações financeiras clandestinas e de lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

O ex-secretário é alvo da operação Ararath,  envolvendo figuras exponenciais da vida pública de Mato Grosso, como ex-governadores e parlamentares. Éder já responde a ações penais decorrentes das investigações e já havia sido preso por 81 dias, em 2014,  até ser libertado pelo STF.

A operação Ararath foi baseada em investigações iniciadas ainda em 2010 sobre crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, transações financeiras clandestinas, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e falsificação de documento público.

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