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Moro diz ao TSE que seria ‘oportuno’ ouvir delatores em ação contra Dilma

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Em ofício enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro do ano passado, o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça, afirmou que “seria talvez oportuno” que delatores do esquema de corrupção da Petrobras fossem ouvidos dentro de uma ação que investiga a eleição da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.

A ação é uma das quatro já propostas pelo PSDB para cassar o mandato da petista e do vice, e visa a diplomação do senador Aécio Neves (PDSB-MG), segundo colocado na disputa eleitoral. O partido aponta abuso de poder político e econômico e acusa o uso de propina oriunda de contratos da Petrobras para abastecer a campanha.

O ofício de Moro ao TSE foi enviado em resposta a um pedido do PSDB para juntar ao processo provas já colhidas na primeira instância em diversos processos da Lava Jato. No documento, o juiz diz que “é tecnicamente inviável” disponibilizar em papel todas as ações e inquéritos do caso.

Moro, no entanto, enviou diversas denúncias e sentenças relacionadas às empreiteiras Camargo Correa, UTC, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Setal Óleo e Gás, Odebrecht e Andrade Gutierrez que mostrariam o desvio de propinas para campanhas.

“Destaco que na sentença prolatada na ação penal 5012331-04.2015.404.7000 [relacionada à Setal] reputou-se comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobrás para doações eleitorais registradas. Por ora, é a única sentença prolatada que teve
fato da espécie como objeto”, escreveu Moro.

No ofício, ele informa vários delatores da operação que declararam que parte dos recursos do esquema da Petrobrás eram destinados a doações eleitorais. Relaciona o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, o ex-gerente Pedro Barusco, o empresário Augusto Mendonça, o lobista Milton Pascowitch e o dono da UTC Ricardo Pessoa.

“Além das ações penais, há diversas investigações em curso que eventual e incidentalmente poderão confirmar outros repasses de propinas a campanhas eleitorais. Caso algo da espécie seja constadado, encaminharei as informações pertinentes e esta Egrégia Corte Eleitoral”, completa Moro.

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