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MT: Assinaturas de ex-deputado devem passar por perícia grafotécnica

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A Justiça deverá realizar perícia grafotécnica em documentos bancários com assinaturas do ex-deputado estadual José Riva (PSD) a fim de atestar se foram de autoria dele assinaturas em ordens de pagamento que teriam ligação com o desvio de R$ 62 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa de Mato Grosso(ALMT), rombo pelo qual o ex-parlamentar é réu em processo na Sétima Vara Criminal deCuiabá.

No dia 26 a juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal, expediu ofício à gerência do Banco do Brasil solicitando o envio de uma série de documentos. Enviados em até cinco dias (prazo definido pela juíza), os documentos originais referentes a Riva deverão auxiliar na realização do exame grafotécnico que atestará se as assinaturas do ex-deputado em determinadas ordens de pagamento da ALMT foram de fato feitas por ele.

O exame é necessário porque José Riva, durante a última audiência na Sétima Vara Criminal, apontou nos autos do processo sobre o desvio milionário da ALMT que parte das ordens de pagamento investigadas continha assinaturas que, embora em seu nome, não haviam sido feitas por ele.

Estes pagamentos seriam indevidos e realizados a empresas que jamais prestaram os serviços à ALMT, de forma que o valor destinado teria sido totalmente desviado, segundo a acusação. Procurada nesta segunda-feira (29), a defesa de Riva preferiu não se manifestar sobre o exame grafotécnico.

Por conta do processo em que figura como principal réu, Riva chegou a ser preso preventivamente na operação Imperador, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), e permaneceu no Centro de Custódia de Cuiabá por 124 dias.

No dia 23 o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, determinou a soltura de Riva, que deixou o CCC no dia seguinte e passou a utilizar tornozeleira eletrônica para ser monitorado. Ele e Pedro Henry, ex-deputado federal pelo PP e condenado no processo do Mensalão, são os únicos ex-parlamentares no estado que atualmente usam tornozeleira eletrônica.

Devido à necessidade de monitoramento de Riva, antes de expedir ofício solicitando documentos do Banco do Brasil, a juíza da Sétima Vara Criminal também se comunicou com a superintendência da Polícia Federal (PF) e com as embaixadas da Argentina, do Paraguai, da Venezuela e do Uruguai informando a respeito da decisão em que o ex-deputado, ao obter a liberdade, submeteu-se a uma série de condições – uma delas, a de não se ausentar do país.

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