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MT: Carga de R$ 2 milhões de agrotóxicos é apreendida dentro de galpão

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Uma carga de aproximadamente R$ 2 milhões em agrotóxicos foi apreendida dentro de um galpão, nesta sexta-feira (22) na cidade de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos (Derf), a suspeita é que todo o carregamento tenha sido furtado ou roubado de fazendas da região. O proprietário do galpão prestou depoimento e foi liberado.

De acordo com a delegada Anamaria Machado Costa, alguns dos produtos também estavam com a validade vencida. O galpão fica na região do Residencial Volta Grande. Casos de furtos ou roubos de agrotóxicos têm sido frequentes nas fazendas e demais propriedades rurais da região, como informou a delegada.

“Estávamos investigando uma associação criminosa que praticava roubos de defensivos agrícolas. Ultimamente ela [a associação criminosa] estava atuando em fazendas”, explicou a delegada ao G1.

Todas as caixas e produtos foram apreendidos e retirados do galpão. A delegada acredita que o valor estimado dos agrotóxicos pode passar de R$ 2 milhões. As duas pessoas que pagavam aluguel para usar o galpão para estocar os produtos já foram identificadas, porém, estão fora da cidade.

“O proprietário disse que apenas alugava o galpão e não sabia que se tratava de agrotóxico, o que é difícil acreditar, o cheiro é forte. Ele disse que foi a segunda vez que alugou para essas pessoas. Cada um [dos suspeitos] tem uma participação: um vai na fazenda e rouba os produtos; e o outro vende o agrotóxico”, disse Anamaria Machado.

As investigações apontam que a quadrilha vendia os agrotóxicos em um preço igual ou acima do mercado do ramo, conseguindo ainda lucrar com a situação. O galpão e os materiais ainda devem passar por uma perícia.

“Alguns deles [dos produtos] estão vencidos, outros possuem falsificação na etiqueta, indicando [por cima] uma data mais recente para esconder que o agrotóxico está com a validade vencida”, declarou a delegada.

O fato de parte desses produtos estar com a prazo de validade vencido configura também como crime ambiental, segundo a delegada.

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