MT: Deputado depõe e sai em defesa de assessor preso pelo Gaeco

MT: Deputado depõe e sai em defesa de assessor preso pelo Gaeco

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O deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) prestou depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) sobre as investigações da Operação Ventríloquo, que apura suposto desvio na Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira (5).

O depoimento do parlamentar ocorreu no mesmo horário em que seu chefe de gabinete, Francisvaldo Mendes Pacheco, foi preso pelo Gaeco, na segunda fase da mesma operação, denominada “Filhos de Gepeto”. A operação apura suposto esquema que teria desviado R$ 9,4 milhões da Assembleia, por meio de pagamentos indevidos ao então advogado do HSBC e delator dos crimes, Joaquim Fábio Mielli Camargo.

O chefe de gabinete é suspeito de ter se beneficiado com os valores supostamente desviados, ou ter colaborado para a lavagem de dinheiro. Romoaldo, no entanto, disse que foi pego de surpresa com a notícia, pois tem “certeza” que o seu chefe de gabinete não agiu para se auto beneficiar.

“Ele é meu assessor. Se um dia ele fez algum pagamento, tenho certeza que foi de despesas da Casa e não de coisas pessoais dele. Ele é uma boa pessoa, bom funcionário e da minha confiança”, afirmou.

O deputado ainda condenou a ação do Gaeco em prender Francisvaldo antes de o mesmo ser ouvido.

“Não sei por que uma prisão tão rápida, de uma pessoa que sequer foi ouvida. E outra: eu estava aqui hoje prestando depoimento. Acho que depois do depoimento sim, poderia tomar alguma atitude. Essa prática de prender para pressionar o funcionário a falar alguma coisa está errada”, declarou.

Romoaldo declarou que, em seu depoimento ao Gaeco, ele chegou a ser questionado sobre a atuação de Francisvaldo, mas que o isentou de qualquer irregularidade.

“Ele sempre se colocou à disposição da Justiça. Hoje vim aqui fazer meu depoimento e falei tudo de que tinha conhecimento. Isentei o meu servidor de qualquer responsabilidade quanto a isso, até porque o que foi feito na Assembleia foi o pagamento de alguma coisa que existia. Se devolveram o dinheiro, não foi a pedido dele”, disse.

“Perguntaram se ele tinha pegado alguma coisa. Eu disse que se ele pegou, foi responsabilidade minha. Se pagaram com isso, não é de conhecimento dele”, esclareceu.

Midia News/AIRTON MARQUES E ÉRIKA OLIVEIRA

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