MT: Dos 141 municípios, 110 cidades do Estado terão novos Prefeitos

MT: Dos 141 municípios, 110 cidades do Estado terão novos Prefeitos

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Com mudanças que rumam para a renovação no comando de dezenas de prefeituras pelo Estado, o resultado das eleições de domingo (2), trouxe ao mapa político mato-grossense mudanças significativas, que passarão a valer a partir de janeiro de 2017. Dos 66 prefeitos candidatos à reeleição, apenas 31 conseguiram ser reconduzidos ao cargo, menos de 50% dos que pleiteavam um novo mandato. Dos 141 municípios, 110 serão administrados por novos gestores ou por ex-prefeitos que se candidataram para retornar ao comando do executivo municipal.

Para o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga o baixo índice de prefeitos reeleitos deve ser atribuído à crise econômica, política e moral que afetou as administrações, reduzindo a capacidade de investimento dos municípios. Assim, muitas obras em andamento tiveram que ser paralisadas e serviços básicos passaram a receber menos recursos, prejudicando a população e consequentemente a administração dos atuais gestores.

“Além disso, o país está um grande desmando, com vários casos de corrupção na esfera pública, o que afeta a credibilidade da gestão pública. O governo federal se envolveu em muitos escândalos e não deu a devida atenção para os municípios, que em sua maioria depende de transferências constitucionais para executar serviços básicos”, assinalou.

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, CNM, de cada R$ 10 do orçamento das prefeituras brasileiras, R$ 8,73 são provenientes de repasses estaduais e federais, como o Fundo de Participação dos Municípios – FPM, que constantemente apresenta quedas.  Fraga disse que o atraso e a diminuição no repasse de recursos afetam as finanças municipais, comprometendo o planejamento das prefeituras. “A crise econômica e a queda de receitas preocupam os gestores municipais, principalmente agora que estamos a poucos meses do final de mandato, onde há uma série de compromissos e exigências a serem cumpridas”, assinalou.

Fraga também citou como agravante para as finanças municipais o atraso no pagamento de recursos que já constam no planejamento das prefeituras, como o Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações (FEX) e o ICMS. Há um compromisso do governo federal em quitar o FEX ainda este ano.

Embora muitos prefeitos não tenham tido sucesso no projeto de reeleição, muitos optaram por nem tentar novo mandato. De acordo com a CNM, dos 5.568 prefeitos brasileiros, 4.024 estão em primeiro mandato, porém 1.830 optaram por não tentar a reeleição, permitida desde 2000. Em Mato Grosso, 19 prefeitos desistiram da disputa. A decepção com o sistema político e com a forma de distribuição dos recursos, que ficam, na maior parte, com a União, pesou na decisão dos gestores.

Olhar Direto/André Garcia Santana/foto reprodução

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