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MT: Ex-deputado quer devolver quase R$ 400 mil desviados da Câmara de Cuiabá; Judiciário analisa proposta

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O ex-deputado estadual Maksuês Leite, delator de um esquema que envolveu supostos crimes de peculato, formação de quadrilha e falsidade ideológica, que veio à tona durante a Operação Aprendiz, propôs ao Ministério Público a devolução de R$ 364,8 mil aos cofres públicos. A ação foi deflagrada pelo o Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPE) em 28 de novembro de 2013.

“Eu tinha dois caminhos a seguir: ou continuava mentindo, ou falava a verdade. A partir do momento em que resolvi falar a verdade, decidi fazer tudo da forma mais correta possível. E é por isso que me antecipei na esfera cível e fiz a proposta de devolver a parte que me cabe. Não quero ficar devendo nada”, afirmou o ex-deputado.

Segundo ele, existia a possibilidade de recorrer de sentenças e protelar a devolução. “Eu poderia ir recorrendo e, com isso, alguns anos iriam passar. Porém, quero consertar o que estava errado. Se é essa a parte que me cabe pagar, vou pagar”, afirmou.

O valor seria dividido em 48 parcelas de R$ 7,6 mil. Agora, o MPE levará a proposta até o Judiciário, que pode aprovar ou não.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Maksuês e o ex-presidente da Câmara de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima, faziam parte de um suposto esquema para desviar dinheiro do Legislativo. No desdobramento da operação Aprendiz, foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

Entre os documentos apreendidos haveria a comprovação de fraude em um contrato firmado com a Gráfica Propel, de propriedade de Maksuês. Os materiais nunca teriam sido entregues, porém eram dados como recebidos pelo setor de almoxarifado com a expedição de notas fiscais falsas.

De acordo com a denúncia, as compras simuladas lançaram mão de pagamentos irregulares que alcançaram a órbita de R$ 1.141.041,20. Mesmo com o repasse do valor, nenhum material foi entregue. Todo o esquema foi confessado por Maksuês Leite durante depoimentos ao Ministério Público.

Inocência

No dia 6 de fevereiro, João Emanuel foi ouvido pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane de Arruda. Na ocasião, ele reafirmou sua inocência e disse que só figurou como envolvido porque, à época, era presidente da Câmara. “O presidente responde por todas essas questões administrativas, mas eu não tenho nenhum envolvimento com os crimes que o MP denunciou”, disse.

O promotor Marco Aurélio, que também participou da audiência, afirmou que a população não pode aceitar crimes como o que supostamente João Emanuel teria cometido. “É uma vergonha. Vamos mostrar o que ficou provado”, afirmou.

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