Início Cidades Mato Grosso MT: Gaeco emite nota dizendo que Riva mesmo ‘preso e solto’ não...

MT: Gaeco emite nota dizendo que Riva mesmo ‘preso e solto’ não parou de cometer crimes

1
Compartilhar

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), composto por membros do Ministério Público Estadual (MPE), Policia Militar e Polícia Civil, emitiu nota de esclarecimento, no início da tarde, desta quarta-feira (1), sobre a Operação Ventríloquo, aberta com a prisão do ex-deputado José Riva (PSD). O comunicado afirma que houve desvio de R$ 10 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa e diz que Riva, preso e solto,pelo Supremo Tribunal Federal, continuou cometendo crimes, mesmo já sendo investigado por lavagem de dinheiro em outras operações, como a Ararath e a Imperador.

No caso desta prisão o MP afirma que o ‘esquema’, é algo novo. O Gaeco compara Riva a um ventríloquio, porque seria de fato o líder de um “bando criminoso”, que acatavas as ordens dele.

Este desvio é datado, segundo o Gaeco, nos anos de 2013 e 2014, quando Riva era presidente da Casa e foi afastado. No entanto, continuou despachando do gabinete da Presidência, como confirmaram várias testemunhas de defesa do ex-deputado, à juíza Selma Rosane, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que conduz o processo da Operação Imperador, no qual Riva responde pelo desvio de R$ 62 milhões também da AL também usufruindo do poder de presidente.

A Imperador deixou Riva na cadeia por quatro meses e a Ararath por três dias.

Os crimes de agora identificados pelo Gaeco são de peculato, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A nota diz ainda que o esquema foi levado ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, mas mesmo assim o Supremo determinou a soltura do réu, que saiu mediante uso de tornozeleira e outras medidas restritivas de liberdade.

Uma semana depois, José Riva está de volta ao cárcere, no Centro de Custódia e Cuiabá (CCC), anexo ao antigo presídio do Carumbé, onde ficam detentos com curso superior.

O procurador geral de Justiça, Paulo Prado, afirmou à imprensa local que, assim que tiver um relatório das primeiras ações, vai se pronunciar.

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) composto por membros do Ministério Público, Policia Militar e Polícia Civil esclarece:

  1. A OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO, levada a efeito na manhã de hoje, mediante cumprimento de mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e condução coercitiva, não possui qualquer relação com a OPERAÇÃO IMPERADOR deflagrada em fevereiro deste ano, nem tampouco com a OPERAÇÃO ARARATH, tratando de fatos totalmente diversos;

    2. O bando criminoso investigado, sob o comando de JOSÉ GERALDO RIVA, atuou no âmbito da Assembleia legislativa nos anos de 2013 e 2014 e desviou aproximadamente R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) dos cofres públicos;

    3. Os fatos até então apurados dão conta da prática de peculato, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro;

    4. Os pedidos de prisão, busca e apreensão, bem como de condução coercitiva, foram levados à apreciação do Poder Judiciário antes da decisão do STF que revogou a prisão do ex Parlamentar na semana passada;

    5. Chama a atenção que o investigado JOSÉ GERALDO RIVA coordenou as ações da organização criminosa no período em que já sabia ser investigado na denominada Operação Ararath, tendo reiterado a prática de crimes mesmo após ter sido preso e solto por ordem do STF pela prática de crimes de lavagem de dinheiro e outros, todos apurados por investigação da Polícia Federal

As opiniões postadas nos comentários não representam a opinião do site. Comentários ofensivos poderão ser excluídos ou moderados.

1 COMENTÁRIO

Deixe um Comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here