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MT: MP denuncia ex-vereador e mais sete por golpes milionários

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O Ministério Público de Mato Grosso ofereceu denúncia, nesta segunda-feira (12), contra o ex-vereador João Emanuel Moreira Lima e outras sete pessoas investigadas na operação “Castelo de Areia”, deflagrada pela Polícia Civil em agosto deste ano para apurar crimes de estelionato praticados por uma organização criminosa. A ação foi protocolada na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Eles foram denunciados por formação de organização criminosa e estelionato.

Além de João Emanuel, que está em prisão domiciliar, também foram denunciados o irmão e o pai do ex-vereador, o advogado Lázaro Roberto Moreira Lima e o juiz aposentado Irênio Lima Fernandes; os empresários Walter Dias Magalhães Junior, Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal e Marcelo de Melo Costa; o contador Evando José Goulart; e o comerciante Mauro Chen Guo Quin.

O G1 tentou contato com a defesa de João Emanuel, Lázaro Lima e Irênio Lima Fernandes, mas o advogado não atendeu às ligações. Quando do indiciamento do grupo, o advogado Lázaro Lima afirmou que eles haviam sido contratados para advogarem para o empresário Walter Dias Magalhães, mas que não receberam os honorários e suspenderam o contrato. Para garantir o pagamento da dívida, Walter teria inserido os dois como sócios em uma nova empresa que abriria, a fim de receberem pelos serviços prestado, razão pela qual seriam vítimas do empresário, e não integrantes da organização criminosa.

A reportagem tentou contato com a defesa de Walter Dias Magalhães e sua esposa, Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal, mas ninguém atendeu às ligações. O G1 não conseguiu localizar os advogados de defesa de Marcelo de Melo Costa, Evandro José Goulart e Mauro Che Guo Quin.

De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os acusados teriam praticado golpes milionários por meio das empresas American Business Corporation Shares Brasil Ltda e Soy Group Holding America Ltda., que supostamente atuariam no mercado financeira com a captação de recursos no exterior a juros mais baixos que aqueles praticados no Brasil.

Entre as vítimas, segundo o Gaeco, estão investidores, agricultores e empresários que, interessados em obter empréstimos ou de investir em empreendimentos imobiliários em valores altos, firmavam pré-contratos com a organização e eram obrigados a pagar determinada quantia exigida pelo grupo.

Conforme o Gaeco, os acusados alegavam que o pagamento prévio funcionava como uma espécie de “seguro” necessário para a concretização do empréstimo. “Após receber os valores repassados pelas vítimas, [os acusados] começavam a dar ‘desculpas’, não empregavam os valores conforme prometido e tampouco devolviam as quantias pagas pelas vítimas”, diz trecho da denúncia.

Lislaine dos Anjos do G1 MT/Foto: Reprodução/TVCA