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MT: “PM não tinha preparo para desenvolver a função de investigador”, diz presidente do Siagespoc

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Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves, a morte do soldado da Polícia Militar, Elcio Ramos Leite, poderia ter sido evitada, assim como a do suspeito André Luiz de Oliveira. Ambos morreram na tarde de terça-feira, 2 de agosto, após uma investigação por suposto crime de tráfico de drogas. Para ele, o policial não estava preparado para desenvolver o papel de investigador.

Avalia que a função de investigação é da Polícia Civil e não da Polícia Militar, lembrando que o policial militar que faleceu na ação estava desempenhando uma função para a qual não fora preparado. “Se estava desviado de função, quer dizer que ele não tinha preparo para desenvolver a função de investigador, porque investigar não é papel da Polícia Militar”, acrescentou.

Segundo assessoria, Gonçalves cita que aguarda decisão do Tribunal de Justiça sobre uma ação em tramitação no Judiciário, na qual o Sindicato pede que seja cumprida a Constituição, de modo que a função constitucional do policial civil seja fielmente obedecida, evitando a ocorrência de tragédias desta natureza.

Para ele, a Constituição não garante o direito de investigar ao policial militar. “Se este policial não estivesse desempenhando o papel de policial civil, poderia estar vivo, assim como o outro cidadão que faleceu no mesmo episódio”, afirmou. “É por isso que nós reiteramos um pedido antigo, para que sejam cumpridos os preceitos constitucionais relativos ao papel do investigador, que é preparado para desempenhar a função”.

Ele finaliza avaliando: “iInfelizmente a situação teve um desfecho trágico, quando a vida de um policial foi ceifada”.

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