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MT: Policial Civil suspeito de usar cargo para crimes de agiotagem é afastado

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Um policial de Nova Brasilândia, a 223 km de Cuiabá, suspeito de agiotagem, foi afastado do cargo pela Justiça. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o investigador de 37 anos usava o cargo que ocupava para intimidar as pessoas que atrasavam o pagamento dos juros. A denúncia foi acatada pelo juiz Murilo Moura Mesquita, da 2ª Vara de Chapada dos Guimarães, a 65 km da capital.

Na decisão divulgada na terça-feira (8), o magistrado determinou o afastamento, a suspensão do porte de arma de fogo e o bloqueio dos bens do investigador.

Segundo as investigações, desde 2010 o policial usa da função pública para intimidar e facilitar o crime de usura. Na decisão, o magistrado leva em conta que o investigador é o único policial lotado naquela cidade e, se continuasse no cargo, permaneceria utilizando o cargo para ameaçar os devedores.

Em depoimento, as cinco vítimas, que são testemunhas na denúncia, disseram ter sido ameaçadas por atrasarem o pagamento dos juros, normalmente fixados em 10% sobre o valor emprestado.

Ao acatar a denúncia, o juiz determinou o afastamento, a suspensão do porte de arma de fogo e o bloqueio de R$ 90 mil em bens do policial. Segundo o processo, o investigador não tem condição financeira compatível com a atividade que exerce. Em depoimento, ele tentou justificar o montante acumulado argumentando que compra e vende gado.

Ainda na decisão, o policial fica proibido de manter contato com as vítimas e testemunhas e de se aproximar delas no limite máximo de um quilômetro. Ele fica proibido também de se ausentar da comarca pelo período máximo de sete dias, sem o conhecimento e autorização do juiz.

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