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MT: “Político pode perder popularidade, mas não a credibilidade”, diz Taques

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O governador Pedro Taques (PSDB) diz que não teme uma “crise em sua imagem” ou uma eventual perda de popularidade junto à opinião pública, em razão da polêmica envolvendo o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos de Mato Grosso.

“Vejo que o governante tem que decidir. Toda decisão importa em desgostar algumas pessoas, isso é absolutamente natural. O político pode perder a popularidade, mas não pode perder a credibilidade, que são coisas totalmente diferentes”, disse Taques.

Taques reiterou que o Executivo não tem condições de realizar, neste momento, o pagamento da RGA em sua integralidade (11,27%). Conforme o Executivo, para quitar o reajuste, seriam necessários R$ 624 milhões.

Até o momento, o Executivo apresentou ao Fórum Sindical – entidade que reúne sindicatos e associações de servidores públicos – a proposta de realizar o pagamento de 6%, dividido em três parcelas e o restante, caso se enquadre na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em 2017.

A LRF estabelece que a folha de pagamento do poder público não pode exceder os 49% da Receita Corrente Líquida. Atualmente, Mato Grosso compromete 50,46%.

“O pagamento da RGA só é possível se tiver condições financeiras para isso. Nós confiamos nos servidores públicos, temos quase 100 mil servidores, pessoas sérias, decentes, que querem trabalhar pelo desenvolvimento do Estado. O pedido deles é legítimo, no entanto o Estado não pode pagar agora”, afirmou o governador.

Taques lembrou ainda que o pagamento da revisão impossibilitaria o Executivo de honrar com a folha de pagamento dos servidores em dia, isso já a partir do próximo mês.

“Quinze estados estão com salários atrasados. Mato Grosso está com salário em dia. Se pagarmos 11,28% não teremos dinheiro para honrar a folha de pagamento. Então a pergunta que faço? É melhor deixar a RGA pra frente ou pagar agora e atrasar a folha já a partir do mês de julho?”, questionou.

“Não queremos atrasar a folha de pagamento, pois sabemos qual o prejuízo de R$ 630 milhões fora do comércio neste período de crise”.

“Administração corrupta”

O governador Pedro Taques ainda afirmou que tem honrado compromissos assumidos pela gestão passada, sob o comando do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a qual ele classificou com “corrupta” e “irresponsável”.

“Estamos pagando acordos das categorias. Os professores tiveram 7% de aumento ano passado, esse ano mais 7% na folha de 31 de maio. A Polícia Civil teve 10% de aumento”, explicou.

“Estamos vivendo um momento de crise, mas isso passará. Eu sou otimista. Não posso contar mentira. As irresponsabilidade do passado já foram praticadas. Não posso ser irresponsável. A administração passada, além de corrupta foi irresponsável e deixou Mato Grosso nesta situação”, concluiu.

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