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MT: ‘Saí do luto’, diz filho de empresário após condenação de ex-bicheiro

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O filho do empresário Rivelino Jacques Brunini, Raphael Brunini, disse que a decisão do tribunal do júri de condenar o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro pelo assassinato de seu pai traz sentimento de alívio. O réu foi sentenciado nesta sexta-feira (11) a 44 anos e dois meses de prisão pela morte tanto de Rivelino quanto de Rachid Jaudy, 13 anos após o duplo homicídio ocorrido em Cuiabá.

“É um sentimento de alívio. É claro que não vai trazer meu pai de volta. Não vai reparar o dano que foi causado, mas vai amenizar o que nos foi causado”, declarou Raphael. “Hoje eu saio do luto do mandante do crime. Acredito que tenha mais pessoas envolvidas e espero que o MPE [Ministério Público do Estado] faça mais denúncias”, afirmou.

Raphael elogiou o conselho de sentença, formado por cinco homens e duas mulheres. “Esse corpo de jurados fez muito bem o trabalho deles, que é o de representar a sociedade de Mato Grosso e do nosso país”, disse. “Hoje nós tivemos a certeza de que o crime não compensa”, acrescentou.

Condenação
João Arcanjo Ribeiro, que já cumpre pena por crimes financeiros e por um homícidio, está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Após quase dois dias de júri, ele foi condenado por duplo homicídio e pela tentativa de assassinato de Gisleno Fernandes nesta sexta-feira (11).

Arcanjo foi o quarto réu a ser condenado neste processo. O primeiro foi o ex-policial Hércules Araújo, acusado de ser pistoleiro do ex-bicheiro, em 2012. E, em julho deste ano, foram sentenciados o também ex-policial Célio Alves, e o uruguaio Júlio Bachs.

Os crimes ocorreram no dia 6 de junho de 2002, por volta das 15h, em uma oficina mecânica na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA), na capital. Os tiros contra o trio foram disparados por Hércules Araújo, mas o alvo seria somente Brunini. Isso porque o empresário estaria tentando tirar o monopólio de Arcanjo do ramo de máquinas de caça-níqueis.

Célio Alves teria dado cobertura ao crime e Bachs teria arquitetado o assassinato de Brunini.

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