MT: Sargento da PM é preso suspeito de integrar grupo de extermínio

MT: Sargento da PM é preso suspeito de integrar grupo de extermínio

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O sargento da Polícia Militar Jozilmo Silvério dos Santos foi preso, na manhã desta quarta-feira (15), em Várzea Grande,  acusado de integrar o grupo de extermínio que atuava na Grande Cuiabá.

A organização foi desmantelada no dia 26 de abril, na operação denominada “Mercenários”. À época, 17  pessoas foram presas, entre elas seis policiais militares.Todas foram indiciadas por homicídio e continuam detidas.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o mandado de prisão preventiva contra o sargento foi expedido pelo juiz Luis Augusto Vera Gatelhas da 1º Vara Criminal de Várzea Grande, a pedido da Promotoria do Ministério Público da cidade.

Jozilmo, que atua no 25ª Batalhão da Polícia Militar, foi flagrado em escutas telefônicas conversando com o policial Hebert de França Silva, preso no dia 26, durante a operação.

Conforme a Sesp, o mandado de prisão foi cumprido por policiais militares. O sargento foi preso em sua casa, no bairro Costa Verde, em Várzea Grande.

Ainda de acordo com a Sesp,  Jozilmo já foi encaminhado para o Presídio de Santo Antônio do Leverger (35 km ao Sul de Cuiabá), próprio para militares em conflito com a lei.

Ao MidiaNews, o advogado do sargento, Marciano Xavier das Neves, afirmou que seu cliente “nega veemente” que faça parte do grupo de extermínio.

Segundo o advogado, as conversas gravadas entre Jozilmo e Hebert eram relacionadas a trabalho.

“Por eles serem militares, é normal conversarem sobre o trabalho, mas o Ministério Público interpretou de outro modo”, disse.

O advogado afirmou que vai pedir, ainda nesta semana, a revogação da prisão do sargento.

Grupo de extermínio

A operação foi batizada de “Mercenários”, pois, segundo as investigações, havia cobrança de dinheiro pelas mortes “encomendadas”.

O grupo é apontado como o responsável pela chacina ocorrida no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, no dia 13 de abril.

Na ocasião, três jovens foram mortos.

Eles ainda são acusados de outros quatro homicídios nos últimos meses, ocorridos nos dias 3, 13 e 20 de março e no dia 5 de abril.

Além dos seis policiais militares, foram presos seis funucionários de empresas de vigilância, dois informantes, dois mandantes e um gerente de uma empresa.

Com os suspeitos foram apreendidas armas (espingardas calibre 12, pistolas 9 milímetros, revólveres) e munição, além coletes balísticos, placas de veículos, luvas, roupas camufladas e uniformes da PM.

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