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MT: ‘Se negou a namorar’, diz irmã de comerciante morta por cliente

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A família da comerciante Lindalva Barra de Souza, de 52 anos, assassinada a tiros dentro de seu próprio bar em Juína, a 737 km de Cuiabá, afirmou que o suspeito do crime, conhecido apenas pela alcunha de “cowboy”, era um cliente habitual do estabelecimento e conhecido da vítima, tendo, por diversas vezes, tentado iniciar um relacionamento com a comerciante, que rejeitava a proposta.

Lindalva foi morta com cinco tiros, na noite de domingo (28). O neto da comerciante, de 12 anos de idade, presenciou o crime e já prestou depoimento à polícia. Segundo a irmã da vítima, Olinda Barra, de 48 anos, o suspeito do crime era apenas um cliente do bar, tendo o costume de passar pelo local todo o fim de semana, após sair da fazenda onde trabalha.

“Ele não era namorado dela. A gente soube que ele sempre insistiu para namorar com ela, mas Lindalva sempre deixou claro que não queria nada com ele, que ele era apenas um cliente, um amigo”, disse.

Segundo o delegado Rodrigo Rufato, que investiga o crime, Lindalva e o suspeito haviam discutido anteriormente em uma festa, fato que foi confirmado por Olinda. Segundo ela, a irmã foi com algumas amigas para um clube da cidade, para comemorar o aniversário dela, que aconteceu na sexta-feira (26), e lá teria encontrado o suspeito.

“Durante o dia, minha irmã fez um churrasquinho para família e ele passou pelo bar. Ela até serviu um prato [de comida] pra ele. De noite, soubemos que ele convidou ela para dançar no clube e ela aceitou. Depois de umas duas músicas, pediu para parar, ele não aceitou e ele segurou ela com força. Eles discutiram e o segurança tirou ele do lugar”, afirmou a irmã.

Olinda disse desconhecer se a irmã já havia sido ameaçada pelo suspeito e que, nos oito anos em que administrou o bar, sempre foi uma pessoa pacífica, que não se envolvia em confusões no local. Segundo Olinda, o neto relatou que, no dia do assassinato, o suspeito se aproximou do balcão, cumprimentou o menino e trocou duas palavras com Lindalva, que se encontrava dentro do bar.

“Ele se aproximou do balcão e a minha irmã estava sentada do lado de dentro, mexendo no celular. Ele sacou a arma, falou alguma coisa rápido para ela e começou a atirar. Ela não teve tempo de pensar em se defender. Só levantou os braços e pediu para ele não fazer aquilo. Quando o neto dela ouviu os primeiros tiros, saiu correndo em busca de ajuda”, disse.

Lindalva Barra deixou um casal de filhos e três netos. A família quer justiça e lamenta que o suspeito tenha conseguido fugir. “Até hoje ele não se apresentou na polícia para prestar depoimento. Agora, não sabemos o que a polícia vai fazer”, afirmou.

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