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MT: Sema orienta população a denunciar incendiários

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De janeiro a outubro deste ano 16 unidades de conservação foram atingidas por incêndios florestais em Mato Grosso, a maioria deles advindos de ação humana criminosa. Só nas últimas duas semanas dois parques de Cuiabá entraram na lista: Zé Bolo Flô, que foi alvo de queimada nos dias 06 e 13, em uma área de aproximadamente um hectare; e Massairo Okamura, com 1,8 ha atingido, também no mesmo período. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) alerta que apesar de o período proibitivo para uso do fogo em áreas rurais ter acabado no dia 15 de outubro, a queimada em área urbana é crime o ano inteiro, passível de prisão e multa aos proprietários de terrenos baldios.

De acordo com o coordenador de Unidades de Conservação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Alexandre Batistella, a população pode colaborar com o órgão ambiental e denunciar a ação criminosa à segurança do local caso testemunhe ou veja algo suspeito, porque além de evitar a degradação ambiental nesses ambientais evita gastos do Estado para que as chamas sejam extintas, já que o deslocamento do Corpo de Bombeiros gera custos a todos os cidadãos. “Além de degradar uma área de lazer, o fogo traz risco à saúde de quem frequenta o local em busca de descanso ou atividade física”.

O gerente do Parque Zé Bolo Flô, Fernando Augusto da Silva, presenciou os dois incêndios. Ele lembra que a chama só não se alastrou porque o Corpo de Bombeiros Militar chegou rápido e conteve o fogo. Após o incidente ele diz ter ficado sem entender o motivo de alguém querer incendiar o parque. Para ele, essa atitude é covarde diante da natureza que propicia qualidade de vida às pessoas. “Espero que isso não volte a acontecer, já que alguns danos são irreversíveis”.

Balanço nas unidades
Além das unidades de conservação da capital, Mato Grosso teve outras no interior alvo de incêndios igualmente criminosos. Entre eles estão: Serra de Santa Barbara, localizado entre as cidades de Porto Esperidião e Pontes e Lacerda (450 e 469 km de Cuiabá); Serra de Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521,7 km da capital); Gruta da Lagoa Azul, em Nobres (124 km de Cuiabá), que queimou 25% de sua área; Araguaia, em Novo Santo Antônio (941,8 km da capital); Cristalino, situado entre os municípios de Alta Floresta, Guarantã do Norte e Novo Mundo, (todos a 800 km da capital); Águas de Cuiabá, em Nobres (125 km da capital); Encontro das Águas, entre Poconé e Barão de Melgaço (a quase 130 km da capital). A área do Parque Estadual Serra Azul e do Monumento Morro de Santo Antônio não foram atingidas, mas em torno do local ocorreram queimadas.

As Áreas de Proteção Ambiental (APA) Cabeceiras do Rio Cuiabá, entre Rosário Oeste, Nobres, Nova Brasilândia (cerca de 200 km da capital); Salto Magessi, no rio Teles Pires, entre as cidades de Sorriso e Santa Rita do Trivelato (390 km da capital); Chapada dos Guimarães, que queimou 11,4%, (a 64 da capital); e as Nascentes do Paraguai, onde o fogo atingiu 8,4% da área, entre os municípios de Alto Paraguai e Diamantino (190 km da capital) também foram alvos de incêndios. A única Reserva Extrativista que entrou na lista foi a da Guariba Roosevelt, situado em Colniza ( 1.065 km de Cuiabá).

Denuncie

Na área urbana, a utilização do fogo é crime o ano inteiro, com penas e atuações conforme a legislação municipal. Na área rural é crime ser for utilizado fogo sem autorização da Sema (www.sema.mt.gov.br) ou quando realizado em unidades de conservação. Se presenciar, ligue para a polícia ou para o 193, do Corpo de Bombeiros.

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