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MT: Taques pede que servidores não façam greve política e adverte que crise é grave

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O governador José Pedro Taques (PSDB) afirmou que confia nos servidores público de Mato Grosso, cobrou reciprocidade e pediu que não entrem em greve política, neste ano. “Só tenho um pedido: não entrem em greves políticas nem em greves ideológicas. Precisamos firmar um pacto. Precisamos ter confiança mútua. Eu confio nos servidores públicos de nosso Estado”, afirmou Taques, nesta quarta-feira (13), perante cerca de 300 servidores de órgãos vinculados às Secretarias de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O que era para ser um simples anúncio de reforma do prédio da Seaf, Indea e Intermat, se tornou um autêntico debate, quando o governador abriu a palavra para perguntas dos servidores mais antigos. Construído na década de 1970, o prédio jamais passou por uma reforma estrutural e as condições de trabalho são consideradas precárias. Por isso, serão desocupados em 15 dias e a reforma começa em mais ou menos 30 dias.

 
Pedro Taques respondeu ao questionamento de alguns servidores sobre a concessão do aumento do Regime Geral Anual (RGA), previsto para maio, e recordou que foi relator, no Senado, do projeto de lei da greve. “A greve é um direito do servidor. Eu, como senador, fui relator do direito de greve. Mas vivemos um momento difícil. Em 25 estados da federação estão em dificuldade e não vão pagar o Regime Geral Anual. A matemática é exata e , na soma de dois mais dois, nunca vão ser sete”, observou ele, para a reportagem do Olhar Direto, nesta quarta-feira (13), no pátio do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT), com servidores da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf) e Instituto de Terras dos Estado (Intermat).

Pedro Taques não quis antecipar se vai ou não conceder o RGA para os servidores e ponderou que existe um debate, em andamento, entre a equipe econômica e o Fórum Sindical.

O chefe do Poder Executivo ponderou que Mato Grosso vive uma crise financeira. “O Brasil vive uma crise financeira graças à incompetência do governo federal, que reduziu quase 80% nos repasses aos estados. A  matemática não fecha”, lamentou ele.

O governador destacou que a dedicação e contribuição dos servidores públicos para os avanços de Mato Grosso. Ele abriu a palavra para os servidores manifestarem sobre as principais necessidades de cada órgão.

Pedro Taques enfatizou que  o empenho do servidor é fundamental para o desenvolvimento do Estado. Ele citou como exemplos a conquista de Mato Grosso em manter o rebanho de 29,2 milhões de cabeças de gado livres da febre aftosa há mais de 20 anos, e os trabalhos voltados para as 105 mil famílias da agricultura familiar, em mais de 700 assentamentos.

“Todos estes avanços são possíveis graças ao trabalho sério dos servidores públicos, que são extremamente importantes para fazermos a transformação que o estado merece”, determinou ele, ao receber os cumprimentos do servidor Waltemberg José de Oliveira, portador da síndrome de Dow, há 25 anos concursado no Indea.

Há 43 anos trabalhando no Executivo Estadual, Cesar Almeida é lotado na Empresa Mato-grossense de Assistência e Extensão Rural (Empaer) e está cedido para a Seaf desde 2005. Ele ponderou que a principal necessidade do órgão é abertura de vagas para técnicos. “Temos profissionais capacitados e com muita vontade de trabalhar, mas o número ainda é pequeno diante dos projetos que precisamos elaborar para liberação de recursos importantes para a agricultura familiar”, disse César Almeida. Ele também afirmou que a disposição do governador em ouvi-los demonstra seriedade e transparência.

Pedro Taques anunciou que as instalações do prédio estão inadequadas e que passarão por reforma em breve. Dentro de 15 dias, as sedes do Indea e da Seaf vão ser instaladas, provisoriamente, na Estrada do Moinho, para o início das obras. O Intermat também vai ser transferido para um local próximo à sede atual. “Vamos fazer os reparos necessários para que os servidores tenham condições dignas de trabalho”, assegurou o governador mato-grossense.

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