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MT: Taques terá que fazer concessões a poderosos para não ter o mesmo fim que eu, diz Pátio

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O deputado estadual Zé do Pátio (SD), apesar de estar na oposição, se identifica com atitudes do governador Pedro Taques (PDT) que, segundo o parlamentar, está “mexendo com interesses” de muitos setores. Desse modo, Pátio prevê que o chefe do Poder Executivo será pressionado por setores poderosos e terá que fazer concessões para não ter o mesmo fim que ele, prejudicado por “forças ocultas” – nas palavras do próprio deputado, em referência à sua cassação.

“Eu vejo que o governador Pedro Taques está organizando a casa, otimizando o dinheiro público e começando a trabalhar de forma silenciosa. Mas está mexendo com muitos interesses. Então a dúvida é a seguinte: será que vai conseguir sobreviver mexendo com tantos interesses? São vários setores sendo incomodados. Enquanto o governador não incomodar alguns interesses, ele sobrevive. Caso contrário, vão fazer com ele o que fizeram comigo. Você pode esperar”, afirmou o deputado.

Zé do Pátio foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em 2012, no último ano de seu mandato como prefeito de Rondonópolis, pela distribuição de 430 camisetas a mais a fiscais de partido no dia da eleição. Meses depois da cassação, ele conseguiu uma cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para afastar sua inelegibilidade e se elegeu deputado estadual em 2014. No entanto, a condenação ainda não foi revertida.

“Eu tentei fazer isso em Rondonópolis como prefeito. Eu mexi com muitos interesses. E, no final, forças ocultas buscaram mecanismos e instrumentos para me prejudicar. Mas acredito que o governador poderá ser mais sábio do que eu na condução dessa situação. Ele tem que ceder a alguns interesses de grupos e de cartéis, para sobreviver. Essas forças ocultas vêm de vários setores e de várias formas para contrapor”, completou.

O parlamentar preferiu não mencionar os setores, grupos e cartéis que poderiam pressionar Pedro Taques e nem as atitudes do governador que poderiam provocar tal reação. Porém, como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, Pátio tem batido constantemente na tecla de que a CPI contraria muitos interesses no Estado. Outro ponto que pode estar despertando contrariedade é o fato de o governo Taques estar se pautando por ser um governo de auditorias, e muitos contratos antigos do Governo do Estado estão passando pelo pente-fino.

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