MT: Vereadora reeleita é cassada por compra de votos em igreja

MT: Vereadora reeleita é cassada por compra de votos em igreja

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TRIBUNAL DE JUSTICA DO PARANA DATA: 24 de SETEMBRO de 2013 EDITORIA: VIDA E CIDADANIA REPÓRTER: LOCAL: TJ - PR Curitiba- PR PERSONAGEM: . PAUTA: O atual presidente do Tribunal de Justiça do Paraná teve seu pedido de exoneração e aposentadoria negados pelo Conselho Nacional de Justiça. Neste momento, Clayton Camargo não concedeu entrevista à Gazeta do Povo. TAGS: . FOTO: Ivonaldo Alexandre

A vereadora reeleita em Guarantã do Norte, a 721 km de Cuaibá, Edileusa Oliveira Ribeiro (PMB) teve o diploma cassado por comprar votos em uma igreja naquele município, segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral. A decisão é assinada pelo juiz Diego Hartmann, da 44ª Zona Eleitoral de Guarantã do Norte. Além de ter os votos anulados, Edileusa foi condenada a pagar multa e teve os direitos políticos suspensos por oito anos. O G1 tentou contato com a vereadora, nas não conseguiu até a publicação desta reportagem.

A candidata é acusada de abuso de poder econômico e de autoridade e de captação ilícita de sufrágio. De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral, Edileusa fez promessas de doação de casas populares aos eleitores durante discurso em uma igreja evangélica.

Em sua fala, ela afirma que teria conseguido verba para a construção de 250 casas, além das que já existiam e que iniciaria as inscrições dos possíveis beneficiários com os eleitores da igreja.

“Eu tenho 250 casas para contemplar primeiro meus irmãos. Comecei a fazer a inscrição, mas com medo da Justiça Eleitoral eu parei”, diz trecho do áudio do discurso da vereadora.

Na sentença, o magistrado afirma que nenhum candidato pode “valer-se do cargo que ocupa para ter acesso a armas que não estão disponíveis a todos os demais competidores do pleito não é e não pode ser considerado um comportamento normal ou padrão”.

Segundo a Justiça, a candidata também é suspeita de ordenar a invasão de uma casa em um bairro daquele município. Três pessoas foram presas em flagrante e, em depoimento, disseram que foram agiram a mando de Edileusa. À polícia, eles disseram que estariam em busca dos documentos da propriedade para que a parlamentar providenciasse a doação do imóvel a eles.

André Souza do G1 MT

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