Richard Branson, o incansável, agora apresenta avião supersônico

Richard Branson, o incansável, agora apresenta avião supersônico

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O bilionário Richard Branson, fundador do grupo Virgin, revelou nesta quarta-feira o protótipo de um novo avião supersônico que promete reduzir o tempo de viagens aéreas e levar passageiros de Londres a Nova York em três horas e quinze minutos. Hoje, o trajeto dura pouco mais de seis horas.

O XB-1, apelidado de “Baby Boom” – em alusão à Boom, startup que trabalhou com a Virgin no projeto -, é considerado o avião civil mais rápido do mundo. Seu primeiro voo deve ser realizado em 2023, com uma passagem custando 2.500 libras (cerca de 10.600 reais).

A aeronave tem uma velocidade de cruzeiro de 2.335 quilômetros por hora, 2,6 vezes maior que a de outros aviões. O Baby Boom pode transportar 40 passageiros por vez.

“Sempre fui apaixonado por inovação aeroespacial e desenvolvimento de voos comerciais de alta velocidade”, disse Branson. “Como inovadora no setor, a decisão da Virgin Galactic de trabalhar com a Boom foi fácil.”

Apesar de outras empresas aeroespaciais como a Boeing e a Lockheed Martin desenvolverem suas próprias espaçonaves supersônicas, a Virgin e a Boom esperam vencer a concorrência no mercado, já que sua aeronave utiliza tecnologia já aprovada pelos reguladores.

O desenvolvimento da nova aeronave do Boom foi feito em parceria com a Spaceship Company, ligada à Virgin Galactic. A empresa fornecerá serviços de engenharia e fabricação à Boom, além de suporte e operações de voo de teste.

Antes da inauguração, Blake Scholl, presidente e fundador da Boom, disse: “sessenta anos após o início da era do jato, ainda estamos voando com velocidades dos anos 1960. Os designers da Concorde não tinham tecnologia para viagens supersônicas a preços acessíveis, mas agora podemos fazer isso.”

O voo de teste subsônico do XB-1 ocorrerá a leste da cidade americana de Denver, no Colorado, enquanto os voos de teste supersônicos serão perto da Base da Força Aérea de Edwards, no sul da Califórnia.

Veja/Divulgação/VEJA.com

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