Sorriso: Juiz autoriza mudança de gênero e nome de criança; Caso é...

Sorriso: Juiz autoriza mudança de gênero e nome de criança; Caso é relatado no Jornal Nacional

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A justiça de Mato Grosso autorizou a mudança do registro de nascimento de uma criança de nove anos que nasceu menino, mas se comporta e se vê como menina. Foi um pedido da família depois do diagnóstico médico de transexualismo.

Desde as primeiras brincadeiras, o mundo do faz de conta no quarto sempre foi cor de rosa. No começo os pais estranharam o comportamento do filho mais novo, que agia como menina.

“Tirava a bermudinha pra ficar só de camiseta, pra se sentir como se fosse um vestido. E sempre procurando as minhas roupas. Sempre pegando as minhas maquiagens. No início eu pensei que era uma fase que ia passar”, lembra a mãe.

Quando a criança começou a frequentar a escola a situação se agravou.

“Tinha aula de balé. Ela queria de todo jeito participar da aula de balé, mas não podia. Então ela começou a entrar em depressão. Por diversas vezes ela chegou em casa suja, urinada, por não aceitar ter que ir no banheiro masculino”, conta o pai.

A família começou a tratar o filho como ela, pelo menos dentro de casa. E decidiu procurar ajuda

“Achei um documentário. Aí que eu descobri o que é transexualismo. Até então eu nunca tinha ouvido falar”, diz a mãe.

Ela é uma das 32 crianças atendidas no ambulatório de transtorno de identidade de gênero do instituto de psiquiatria do hospital das clínicas da faculdade de medicina da USP em São Paulo.

Os especialistas diagnosticaram o transexualismo – que é quando a pessoa não se identifica com o próprio corpo.

“Não é toda criança que tem todas as características que ela tem, de grande sofrimento, de uma identidade de gênero profunda mesmo no gênero que ela se identifica, que não tem a ver com o sexo biológico anatômico dela”, explica Alexandre Saadeh, psiquiatra – USP.

Além do laudo dos especialistas, o juiz também fez questão de ouvir a criança. Foram dois depoimentos em uma sala adaptada para o público infantil. A psicóloga usou objetos lúdicos para obter informações. E as conversas foram acompanhadas em tempo real para sanar todas as dúvidas.

O juiz aceitou o pedido da família para mudança de nome e de gênero nos documentos. Uma decisão inédita para uma criança de apenas 9 anos nessa situação.

“Esse registro público, ele não pode ser maior do que a própria pessoa que ele espelha, é o ato público que tem que ser corrigido para se moldar através dessa moldagem, dessa retificação, impedir situações de constrangimento para essa criança”, diz o juiz Anderson Candiotto.

Com a mudança nos documentos, a criança deixa de ser um menino e passa a ser reconhecida oficialmente como menina. O corpo vai passar por transformações mais tarde, a partir da adolescência.

Criança: Eu imagino que eu vou ter um esposo e três filhas meninas.
Repórter: Vocês nunca se questionaram se foi cedo demais para tomar esse tipo de atitude?
Pai: O que importa pra nós é a felicidade dela, a vida dela, a forma que ela vive. Não é querer maquiar e fazer o que a sociedade quer que ela viva. O importante é o que ela quer.

Veja vídeo aqui...http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/02/juiz-autoriza-mudanca-de-genero-e-nome-para-brasileira-de-9-anos.html

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9 COMENTÁRIOS

  1. nao sou ninguem para julgar mais creio que se deus fez menino. é pra ser menino..

    pois jesus nos ensinou na oração do pai nosso “seja feito a tua vontade” e se deus fez ele menino é pq era vontade de deus.

    o que nos resta é rezar por esta sociedade imunda

  2. Realmente Sensato. É um assunto delicado. E o mínimo que devemos fazer como sociedade é respeitar. Fico imaginando os pais dessa criança. Devem ter se perguntado várias vezes se estavam fazendo a coisa certo, e isso só o tempo dirá. Mas por um lado é um gesto de pais preocupados com o bem estar dessa criança, acima de tudo. Quantos e quantos pais têm seus filhos em casa, mas não lhes dão atenção e muito menos carinho. Não estão atentos ao comportamento do seu filho ou não querem enxergar.

  3. Para sensato. Olha eu não fiz nem uma conclusão apenas me perguntei o obvio, mais se os pais que são os mais interessado pelo caso e pelo que assisti no jornal nacional o depoimento deles desde então aceitaram e procuraram ajuda no local adequado não importa nem um comentario, mais como o xiru missioneiro é o fim dos tempos mesmo é o apocalipse mesmo, esperar o que desse mundo?

  4. Cada um tem sua opinião e isso temos que respeitar, Mas. ..Eu particularmente não concordo, Não acho certo, estaríamos nós, querendo ser mais que Deus? Mais respeito à opinião de cada um, mesmo porque a salvação é individual, né? Sou pecadora, portanto tenho o direito de discordar, porém julgar, deixemos para aquele lá de cima

  5. Eu me pergunto ,uma situaçaõ dessa essa criança tem capacidade de escolha e se no futuro ela se interessar por uma mulher para casar como quer ter filhos não vai ser pior ter que mudar toda documentação, acho isso muito precipitado tinha que deixar a criança crescer ter mais idade para tomar uma decisão dessa qual o motivo de não deixarem ele se sentir menina e continuar com os estudos de psiquiatricos e psicologico e qdo tiver uns 16 anos ai sim mudarem o nome sei lá cada um faz o que acha melhor mais decidir pela criança e o fim dos tempos. agora todos os que tem vontade de mudar de nome e sexo procurem esse estudo e aproveitem .

    • Jorge não faça conclusões precipitadas. É sempre mais fácil criticar a grama da casa do vizinho. Mas qdo é a da nossa casa que está secando a gente joga a culpa na falta de chuva.

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