Tangará: Falta d’água suspende aulas e afeta comércio

Tangará: Falta d’água suspende aulas e afeta comércio

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Devido à falta d’água em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, as aulas na Escola Estadual Emanuel Pinheiro, no Centro da cidade, foram suspensas no início da semana. O problema também atinge os comerciantes e moradores da região.

No restaurante do empresário Valdir Valentin de Oliveira, por exemplo, está sendo usado água mineral para fazer comida. Ele reclama que servir 80 clientes por dia está se tornando cada vez mais difícil e caro. “Estou comprando água mineral. E, para lavar o chão e as louças, estou buscando no poço de um amigo, o que acaba onerando, mas a gente não tem como passar de imediato o gasto extra para o cliente”, explicou.

Segundo o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), o nível do Rio Queima-Pé, que abastece a cidade, está muito baixo por causa da falta de chuvas no município.

A aula foi suspensa na segunda-feira (10) porque não havia nenhuma gota d’água na unidade, segundo a diretora da instituição, Vilma Bento Mariano.

“Não tinha um pingo de água. Não tinha como você dar descarga, como fazer merenda ou como as crianças beberem. Então não tinha condições de ter aula mesmo, por isso as aulas foram suspensas”, afirmou.

Para que as aulas pudessem ser retomadas, um caminhão-pipa encheu as duas caixas d’água da escola, mas a situação continua crítica. Na cantina, após a merenda, a louça é lavada dentro de uma bacia com água e detergente, para evitar desperdiçar água da torneira.

Segundo a estudante Isabele Rita Feitosa, de 11 anos, é difícil beber a água das torneiras, pois está com gosto de cloro. “A água está com muito gosto de cloro, está ruim. Na hora do lanche ninguém comeu porque a comida está com gosto de cloro e estava ruim”, diz.

Moradora do Bairro Jardim Tarumã, a cabeleireira Katiana Pinto disse que, na casa dela, tem mais de cinco dias que não chega sem água, mesmo estando com todas as contas em dia. “Meus filhos precisaram tomar banho de mangueira para ir à escola. Compramos água mineral para poder beber e escovar os dentes e marmita para almoçar, porque não tem como cozinhar”, contou.

“Eu me pergunto, se você não tiver dinheiro para comprar um galão de água, o que você passa? Você vai passar sede, porque realmente não tem condições”, disse Katiana.

O diretor do Samae, Wesley Lopes Torres, informou que não é possível prever até quando a falta d’água vai durar na cidade, pois a situação depende diretamente da chuva, que precisa cair não apenas no município, mas na bacia do Rio Queima-Pé. De acordo com o diretor, o abastecimento de água está sendo realizado de forma limitada e a orientação é que a população economize ao máximo.

“Nós estamos tratando hoje em torno de 110 litros por segundo. É um terço do que deveríamos estar tratando, mas é o que estamos conseguindo captar do rio hoje”, disse o diretor.

G1 MT/Foto: Reprodução/TVCA

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/10/falta-dagua-em-tangara-da-serra-mt-suspende-aulas-e-afeta-comercio.html

 

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